Pilates e Treinamento Funcional

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terça-feira, 27 de junho de 2017

Como preparar um vaso para plantar?

Preparem-se, vamos mexer na terra



Olá, eu sou Rodrigo Aracno e vou mostrar aqui uma forma rápida e simples de preparar um vaso ou jardineira.

Material:



Passo a Passo:

Coloque no fundo do vaso a argila expandida, de forma que crie apenas uma camada, pois essa argila serve apenas para que a terra não tape ou furos de drenagem.
Coloque a manta, ela serve para segurar a terra e deixar fluir a água.
Coloque a terra deixando dois dedos ou 03 centímetros abaixo da borda, para que possa encher com água na hora da rega.
Umedeça a terra e complete com mais pois assim que molhar a terra ela se compacta baixando o nível da terra.
Agora é só colocar as plantas fazendo um buraco de acordo com o torrão de terra que está na planta, cobrir até o pé da planta e está pronto.

Lembre-se que cada planta tem uma individualidade como quantidade de água, luminosidade e tipo de terra. Envie suas dúvidas no meu facebook Rodrigo Aracno, que iremos conversar muito.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

ARACNO GAME

Congratulations, you're correct!

As teias capturam insetos que ficam presos devido à textura impregnante da seda, servindo de alimento às aranhas. A teia de aranha é uma armação de fios de seda extremamente finos criada por aranhas, essa seda líquida sai através de microscópicas estruturas chamadas fúsulas, encontradas nas fiandeiras, na região posterior do abdômen da aranha. Ao ser puxada pelas pernas posteriores ou por meio de movimentos do abdômen, ela passa do estado líquido para o sólido, formando um fio. As teias de aranha existem pelo menos há cem milhões de anos, como atestado pela descoberta de âmbar da era do Cretáceo Inferior em Sussex, no sul da Inglaterra. (DEIXE SEU COMENTÁRIO NA POSTAGEM PRA MOSTRAR QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI)

Aperte START para continuar o jogo, se você não conhece o ARACNO GAME clique em INICIAR.

Mais sobre as teias:

1. A teia é um material extremamente resistente, cinco vezes mais forte que o aço de mesmo peso e duas vezes mais elástica que o náilon. Leve, vem sendo estudada como matéria-prima de fios de suturas biodegradáveis, redes de pesca e coletes à prova de balas.

2. A seda, ainda no estado líquido, é produzida no abdômen da aranha e serve como refúgio na toca ou para capturar insetos.

3. Cada espécie de aranha produz suas teias de uma forma específica, de acordo com a necessidade de de se abrigar ou de captura de presas.

4. Um único fio da teia de aranha tem potencial energético maior que o da bomba atômica que foi jogada em Nagasaki (Japão).

5. Apesar de serem mais conhecidas, as teias de seda são produzidas por menos de 2% das espécies de aranhas.

6. Cada fio de uma teia de aranha tem espessura de apenas 0,00015 milímetros. O fio mais fino já detectado media 0,000002 milímetros.

7. A teia da aranha do gênero Nephila é a fibra natural mais forte já conhecida.

8. A maioria das espécies de aranha podem produzir de 3 a 7 tipos de seda. Cada uma possui uma função: construção da teia, transporte, proteção dos ovos etc.

9. A teia de aranha não é decomposta por fungos e bactérias, pois possui compostos conservantes como pirolidina, fosfato de potássio e nitrato de potássio.

10. Muitas aranhas reciclam suas próprias teias. Elas comem as teias usadas para reaproveitar sua proteína, fabricando, assim, mais teia.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Plantas têm um "cérebro" que determina o seu crescimento

Células atuam como o centro de comando de escolhas no ciclo da vida das plantas

Cada vez que se estuda, mais surpresas são descobertas, costumo dizer que a natureza não tem limites e a ciência só tropeça em algumas das maravilhas que se escondem longe dos nossos olhos e dos nossos sentidos. Muito ainda se discute com os sentimentos das plantas, e essa pesquisa é mais um passo em busca da verdade.

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, descobriram que plantas podem ter um tipo de "cérebro". Diferentemente das estruturas avançadas dos animais, essas células atuam como um centro de comando de escolhas, determinando quando ocorre a germinação — o que é fundamental para a manutenção do ciclo de vida das espécies.

Os cientistas descobriram que as células estão divididas em dois tipos: as que estimulam e as que desestimulam a germinação. Com a ajuda de hormônios elas decidem quando o clima está melhor para que o processo seja iniciado.

Após essas observações, os especialistas refizeram o experimento com plantas geneticamente modificadas, comprovando o primeiro descobrimento. Entretanto, como é difícil estudar esses seres vivos em tempo real, um modelo matemático foi criado para prever como funcionam as células em diferentes situações.

"Nosso trabalho revela uma separação crucial entre os componentes de um centro de tomada de decisões dos vegetais", afirma o Professor George Bassel, líder do estudo, em declaração.

Veja também: As Plantas se comunicam

O mais curioso é que dois tipos de células são necessários porque elas podem ter "opiniões diferentes" em relação ao clima ao redor delas e, portanto, a planta só germinará quando ambas "concordarem" que chegou o momento: "É como ler a resenha de um crítico quatro vezes ou combinar quatro pontos de vista diferentes antes de decidir ir ao cinema", brinca o biomatemático Iain Johnston.
Fonte: Matéria da Revista Galileu

sábado, 10 de junho de 2017

Falso-cacau ou Munguba

Uma árvore maravilhosa e flores magníficas

Eu estava andando pelo Zoológico quando percebi algumas pedras debaixo de uma árvore, logo fui ver pois eram um pouco estranhas, eis que me deparei com as sementes de Munguba (Pachira aquatica). A princípio olhei para o alto e vi um fruto muito parecido com o cacau, mas, pesquisas mais tarde descobri que se tratava do falso-cacau.
A árvore pode alcançar 18 metros de altura, são encontradas em florestas tropicais em ambientes brejosos, ou à margem de rios e lagos, o nome científico “aquatica” provém desta característica. Apresenta folhas grandes e palmadas, dividas em 6 a 9 folíolos verdes e brilhantes. As flores são muito bonitas e perfumadas, com longos estames de extremidade rosada e base amarela. Os frutos grandes e compridos, semelhantes ao cacau, contém paina sedosa e branca que envolve as sementes. As sementes da monguba podem ser consumidas torradas, fritas ou assadas, e até trituradas como um sucedâneo do café ou chocolate, e diz-se que são muito saborosas.

Em vasos são excelentes para ambientes internos bem iluminados. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável e enriquecido com matéria orgânica, com irrigações regulares, pelo menos até que alcance o porte adulto. Apesar de apreciar solos úmidos, pode-se cultivá-la em solos mais secos. Adapta-se a um ampla faixa climática, desde o calor equatorial até o frio subtropical. A falta de luminosidade acarreta o amarelamento das folhas. Multiplica-se por estaquia ou sementes.

Nome Científico: Pachira aquatica
Nomes Populares: Munguba, Cacau-selvagem, Castanheira-da-água, Castanheiro-de-guiana, Castanheiro-do-maranhão, Falso-cacau, Mamorana, Monguba, Mungaba
Família: Bombacaceae


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Estrela da Terra, conheça esse fantástico fungo

Assista em vídeo acelerado da formação do Geastrum sp


Geastrum sp, ou Geaster, o nome vem do geo que significa terra e aster que significam estrela. O nome refere-se ao comportamento do peridium externo (camada protetora que encerra uma massa de esporos em fungos). Na maturidade, a camada externa do corpo frutífero se divide em segmentos que se tornam para fora criando um padrão parecido com a estrela no chão. O peridium interno é um saco de esporos. O peridium externo se abre quando molhado e fecha quando seco, é descrito como higroscópico.

Foto de Nathália Castanho "Não é flor, é fungo."
Em algumas espécies, o peridium interno é carregado em uma haste ou pedicelo. A columela é um grânulo em forma de coluna de tecido estéril que se encontra dentro do peridium interno. A rede de tecido fértil dentro do peridium interno, o capillitium, surge da columela. A boca na maioria das espécies de "estrelas da terra" é bastante prominente, muitas vezes surgindo como um pequeno cone no ápice do peridium interno. Pode ser uniforme ou sulcada (ranhurada).

Eles geralmente não são tóxicos, mas considerados não comestíveis devido à sua textura fibrosa.

Embora o dicionário dos fungos (2008) estimou cerca de 50 espécies em Geastrum, uma estimativa mais recente (2014) sugere que pode haver até 120 espécies.






Projeto "Conhecendo o Reino dos Fungos"
São popularmente conhecidos como "estrelas da terra" devido à morfologia que eles apresentam.
Amplamente distribuído na América do Norte, mas também muito comum na América do Sul.

Saprobiótico, apresenta crescimento isolado ou agregado; muitas vezes aparecendo em torno de troncos, ocorre com maior frequência em épocas de clima ameno como primavera e outono(mas também pode ocorrer nos dias mais quentes durante o inverno).

Uso medicinal para tratamento de hemorragias e distúrbios uterinos.

Conhecendo o Reino dos Fungos” é um projeto de extensão que visa levantar as espécies de fungos encontradas na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (FEENA) de Rio Claro. O projeto iniciou a partir da iniciativa dos alunos do curso de Ecologia com a finalidade de entender melhor esses organismos. Promovido pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro, o projeto conta com o apoio da Pro-reitoria de Extensão da UNESP. Além de conhecer os fungos encontrados na FEENA, o projeto também tem a intenção de divulgar as informações referentes sobre os fungos que vivem na floresta para a população.

Listei 12 Flores para pendurar, divirtam-se

Imagine sua varanda, seu corredor e até janelas com flores espetaculares

Essa lista trás algumas das plantas que criam um efeito fantástico quando pendem e formam cortinas com cores maravilhosas.
Uma planta perfeita e que existem variações diversas de cores é o Brinco de Princesa, além disso você pode usar samambaia, renda-portuguesa, violeta-pendente, tostão, peperômia e hera-estrela.
São espécies de fácil manutenção. Precisam de cinco horas diárias de sol e têm de ser regadas dia sim, dia não. As plantas que crescem rápido, como a hera e o tostão, devem ser podadas com frequência para não perderem o vigor. A poda da peperômia é simples: basta cortar os ramos e enfiá-los na terra para criar novas mudas. Fica o alerta: “No inverno, as folhas da renda-portuguesa costumam secar. Retire-as para a planta se recuperar”.

Mais flores para pendurar

Não é à toa que o véu-de-noiva leva este nome. A planta forma uma cortina densa com poucas flores brancas. A flor-de-cera só quer sombra ou meia sombra, floresce na primavera e no verão. Parente da flor-de-maio, a flor-de-outubro é um cacto, não precisa de mais do que uma rega por semana. As flores comuns no outono é que dão o nome peixinho a uma epífita, que adere facilmente ao tronco de árvores. Em jardineiras,o abutilon ou lanterninha-chinesa pende e forma uma cortina vegetal. Floresce quase o ano todo.

domingo, 21 de maio de 2017

Flores que florescem no Inverno

FLORES PARA O INVERNO

O Inverno, a estação fria do ano pode deixar um colorido especial para o jardim, o Clarodendro, a Prímula e a Viuvinha são algumas das flores do Inverno, veja as opções diversas que deixaram seu jardim florido no Inverno.

Flores Brancas

Clerodendro Perfumado
Nome: Clerodendrum fragrans
Porte: Arbusto de 1,80 metros
No Jardim: Isolada ou maciço
Luminosidade: Sol pleno

Lírio
Nome: Lilium speciosum "Perugia"
Porte: Bulbosa de até 1,20 metros
No Jardim: Bordadura ou maciço
Luminosidade: Meia Sombra

Viuvinha Branca
Nome: Petrea subserrata "Alba"
Porte: Trepadeira de até 5 metros
No Jardim: Cerca e grades
Luminosidade: Sol pleno e meia sombra

Venha fazer parte do grupo JARDINEIROS PELA PRÓPRIA NATUREZA no Facebook, mostre seu jardim, deixe suas dicas. Saúde e fique em paz.


Flores Tons de Vermelho

Prímula
Nome: Primula obconica
Porte: Herbácea de até 30 centímetros
No Jardim: Bordadura
Luminosidade: Sol pleno

Clerodendro
Nome: Clerodendrum splendens
Porte: Trepadeira de até 4 metros
No Jardim: Grades e muros
Luminosidade: Sol pleno

Magnólia Roxa
Nome: Magnolia liliiflora
Porte: Arbusto de 3 metros
No Jardim: Isolada
Luminosidade: Sol pleno

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Flores Tons de Amarelo

Vara Dourada
Nome: Solidago canadensis
Porte: Herbácea de até 1,20 metros
No Jardim: Maciços
Luminosidade: Sol pleno

Flor de São João
Nome: Pyrostegia venusta
Porte: Trepadeira de até 10 metros
No Jardim: Pérgolas e cercas
Luminosidade: Sol pleno

Narciso Trombeta
Nome: Narcissus cyclamineus
Porte: Bulbosa de até 30 centímetros
No Jardim: Maciços
Luminosidade: Sol pleno

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Flores Tons de Azul

Lupino
Nome: Lupinus polyphyllus
Porte: Herbácea de até 1 metro
No Jardim: Maciço
Luminosidade: Sol pleno

Viuvinha
Nome: Petrea subserrata
Porte: Trepadeira de até 5 metros
No Jardim: Cercas e grades
Luminosidade: Sol pleno e meia sombra

Cambarazinho
Nome: Lantana lundiana
Porte: Arbusto de até 1,20 metros
No Jardim: Isolado ou maciço
Luminosidade: Sol pleno

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Chuva NÃO derrubou árvore em cima de 3 carros em São Paulo

Árvore caiu na rua Itapeva, região central de SP, mas, por quê?


Devido às más condições de saúde, uma das árvores da Rua Itapeva em São Paulo caiu sobre 03 carros, um dos carros chegou a ser esmagado.
É totalmente errado dizer que a chuva derrubou a árvore, como mostram as imagens feitas pelo Google Maps, a árvore já dava sinais de que estava comprometida, muitos pontos de podridão devido às podas erradas, Vários ferimentos no tronco, raiz confinada e um inclinamento.
Essas podas erradas e o ferimento são portas de entrada de fungos e bactérias que afetam a estrutura da árvore e com o passar dos anos essa podridão toma conta do tronco e raízes e o peso da água basta para a árvore vir abaixo.
As árvores são muito importantes para o meio ambiente urbano, mas infelizmente a falta de cuidados e principalmente informação, leva essas árvores à morte e podendo levar também que esteja passando por baixo.

Árvore da Rua Itapeva já estava inclinada e raiz confinada
Árvore apresentava ferimentos no tronco
Árvore apresentava sinal de podas erradas, entradas para fungos e bactérias
O acidente ocorreu num dia marcado por chuva em toda a capital paulista desde o início da manhã. Às 11h12, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura da capital emitiu alerta para alagamentos em toda a cidade. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 9h30, havia 108 km de lentidão na em São Paulo, enquanto a média para o horário é entre 63 km e 89 km de congestionamentos.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Guia de plantas da regeneração natural do cerrado e da mata atlântica

Informações completas, um material formidável com formato excelente


Este guia traz uma compilação de espécies típicas do Cerrado e da Mata Atlântica, biomas hoje largamente ocupados pelas atividades do agronegócio. O objetivo é possibilitar aos diversos atores envolvidos com restauração florestal um olhar mais atento à regeneração natural e seus benefícios.
Levando-se em conta o Código Florestal, essa técnica é aceita e pode ser implementada tanto para restaurar Reserva Legal como Áreas de Preservação Permanente (APPs).

O download é gratuito clique aqui.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Nova espécie de Aranha é encontrada no México

A espécie não é agressiva e seu veneno não é mortal para humanos


Uma nova espécie de aranha, endêmica da península de Baja Califórnia no noroeste do México, surpreendeu cientistas de três países devido ao seu tamanho enorme e aspecto temível, embora eles assegurem que sua picada não é letal para o homem.

O aracnídeo foi batizado Califorctenus Cacachilensis por ser originário do estado mexicano de Baja California Sur e encontrado em cavernas de Las Cacachillas, explicou María Luisa Jiménez, especialista do Centro de Pesquisas Biológicas do Noroeste (CIBNOR).

“A primeira vez que a vi fiquei muito impressionada com seu tamanho”.
“Em todos os meus anos de experiência nunca encontrei uma aranha tão grande, quase do tamanho de um prato normal de comida”. disse Jiménez.


Esta aranha de patas compridas (10 centímetros) e corpo pequeno tem cerca de 23 cm de diâmetro.

Aranha Errante Brasileira
É similar à aranha errante brasileira (Aranha Armadeira), conhecida pelo seu veneno potente, e parente de outras tarântulas do país. Assim como elas, tem um corpo peludo e achatado.

Apesar do seu aspecto feroz, a espécie não é agressiva, “a menos que você queira pegá-la”, assegurou Jiménez. E “seu veneno não é mortal para o homem”, acrescentou.
A nova espécie tem hábitos noturnos e é corredora, de modo que é difícil encontrá-la, detalhou a pesquisadora.

Foi encontrada pela primeira vez em 2013, durante uma expedição conjunta entre pesquisadores do Museu de História Natural de San Diego (theNAT), no sudoeste dos Estados Unidos, e colegas mexicanos, segundo o blog desta instituição.
Para determinar suas características e parentesco com outras espécies, os cientistas americanos convocaram Jiménez e uma especialista brasileira da Universidade de Campinas.
“Capturamos oito espécimes, os comparei em meu catálogo taxonômico e chegamos à conclusão de que é um novo exemplar”, contou Jiménez.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Minicurso: Identificação das condições da saúde das árvores urbanas

Conteúdo escrito e apresentação de slides

PARABÉNS AOS ALUNOS QUE PARTICIPARAM DO CURSO E DA SEMANA DO MEIO AMBIENTE DA UNISO.

Aos interessados em fazer o curso Identificação das condições da saúde das árvores urbanas ou o Curso Podas Técnicas e Identificação das condições da saúde das árvores, entre em contato pelo e-mail roaracno@gmail.com

Aos alunos da turma da Semana do Meio Ambiente da Uniso.
Para baixar o conteúdo do Minicurso acesse o Google Drive e faça o download.


Sequência dos Slides

Slide 1 - Bem vindos à Semana do Meio Ambiente na Uniso
Quero primeiramente parabenizar a todos pelo envolvimento e interesse em um assunto tão importante e que vai um dia mudar o rumo desse planeta, e são atitudes como essas que fazem valer a pena cada suor derramado.

Slide 2 - Eu sou Rodrigo Aracno, Gestão Ambiental na Uniso, trabalho desde 2013 com podas, conservação, arborização, paisagismo e jardinagem, mas meu conhecimento vem há muito mais tempo. Ministro os cursos Identificação das condições da saúde das árvores urbanas e Podas Técnicas e Identificação das condições da saúde das árvores.

Slide 3 - O objetivo deste mini curso é deixar pessoas aptas a identificar as condições da saúde das árvores urbanas, atuando diretamente na prevenção de futuras quedas evitando acidentes. Acionado e cobrando a secretaria do meio ambiente de sua cidade.

Slide 4 - Antes de tudo precisamos entender coisas básicas das árvores, como elas funcionam. Não se preocupem, pois não irei entrar em coisas complexas da botânica e sim conceitos básicos e de fácil fixação.
A primeira pergunta: Do que as plantas se alimentam? Glicose.
Do que elas precisam? Nutrientes e iluminação.
Como elas se alimentam? Todo processo começa nas folhas. Qual a primeira a coisa que aparece depois da semente, a raiz, e logo depois o verde que logo se forma a primeira folha, essa folha faz a transpiração e essa transpiração absorve os nutrientes do solo, esses nutrientes passam pelo Xilema, condutor desse nutrientes até as folhas que são transformados em glicose e distribuídos por toda a planta pelo Floema (Atenção a esse nome, pois será importante daqui a pouco).

Slide 5 e 6 - Por que plantar árvores.
O poder de evaporação de apenas uma árvore chega a 300 litros de água em um dia, podendo, quando maiores, jogar até 1.100 litros na atmosfera. Não só isso, enquanto existir essa evaporação haverá chuvas, haverá nascentes, haverá umidade.
Se querem se aprofundar nesse estudo procurem pelo projeto RIOS VOADORES.

Slide 7 e 8 - POR QUE AS ÁRVORES CAEM?
Qualquer coisa que impeça alguma coisa no ciclo de vida da árvore, é motivo pra uma árvore cair. A queda de uma árvore é muito provável em uma ventania ou tempestade, mas não que isso seja a causa. Vamos aos detalhes:

Slide 9 - Vamos começar pelos piores exemplos, quando a árvore é arrancada com raiz do solo, será mesmo??
ALERTA DE REGRA: Toda planta precisa ter sua raiz em seu formato natural, ou seja, cada raiz cresce de acordo com o tamanho da copa da árvore, é o equilíbrio natural das plantas.
Alguém acredita que é possível que essa planta seja arrancada com raiz do solo???

Slide 10 - Quedas com raiz
Vejam essas imagens e comparem do tamanho da copa e o tamanho da raiz.

Slide 11 - Quebra do tronco, o que cada imagem tem relação é que todos estavam podres.

Slide 12 - Agora vamos aos reais motivos que levaram essas árvores a terem esses destinos.

Para avaliar uma árvore precisamos dividi-las em partes:
Raízes
Tronco
Galhos
Folhas e frutos

Slide 13, 14 e 15 - Raízes:
Precisamos ter em mente o que vimos no início quando as raízes precisam manter seu tamanho original.
Poda das raízes (Está Comprometida)
Confinamento das Raízes (Aumentar o espaço, se possível, se não, está comprometida)

Slide 16, 17 e 18 - Tronco:
O tronco é a parte mais exposta da árvore, é nela que os carros param em uma batida, é nela que as pessoas pregam cartazes, passam cal, expressam o amor.
Ferimentos (Retirar toda área afetada, aplicar fungicida e bactericida e fechar com resina. Se atingiu a raiz está comprometida)
Plantas ao redor (Retirar as plantas ao redor para entrada de ar e claridade evitando o aparecimento de fungos, se já estiver podre o procedimento é o mesmo citado em ferimentos.
Estrangulamentos (Eliminar o material que estrangula)
No passado, acreditava-se que pintar o tronco das árvores com cal estaria protegendo-as contra ataques de formigas, fungos e cupins, no entanto, tal técnica hoje não é mais recomendada, pois não trás nenhum benefício a essas plantas.
Algumas espécies de árvores realizam trocas gasosas através de estruturas presentes nos caules, dessa forma, pintá-los com cal pode impermeabilizar essas regiões e assim, comprometer a saúde vegetal.
Outra cultura que ainda é usado hoje é bater o facão na mangueira pra aumentar a frutificação. A mangueira é realmente estimulada e aumenta a produção, porém, os ferimentos levarão a árvore à morte e à queda.

Slide 19 - Folhas:
Essas são as que indicam com facilidade, de qual espécie estamos falando, através das folhas podemos identificar alguns sintomas:
Ausência de folhas, total e parcial pode indicar algum problema
Erva do passarinho é uma planta parasita, a semente dessa planta é trazida nas fezes do passarinho, que ao fazer suas necessidade em galhos deixa a semente já com adubo, as raízes penetram nos galho e não param mais de crescer até que um dia a hospedeira não resiste. (retirada das ervas, eliminado qualquer parte do caule da erva e utilizar o procedimento de ferimentos ou a poda do galho afetado)

Slide 20 - Pragas
Cupins e formigas
Os cupins deixam marcas evidentes e com um pouco de atenção vamos identificar que a árvore está com cupins e isso é um sinal de que ela está comprometida.
E as formigas?
Antes de decretá-las como ameaças temos que identificar alguns aspectos. Ela está Andando, Comendo, Cortando, Morando?
A única preocupação é um formigueiro instalado na árvore.
Mas isso não significa que eliminar cupins e formigas vai salvar a árvore, a presença deles significa que ela já está comprometida. O apodrecimento favorece a entrada para esses bichos.

Slide 21 - Não são pragas
Confusão com líquens e epífitas
Os líquens são seres vivos que constituem uma simbiose de um organismo formado por um fungo e uma alga que se instalam nos troncos e galhos e não apresentam risco para a árvore. São indicadores de saúde do ambiente.
As plantas epífitas plantas que vivem sobre outras plantas, sem retirar nutrientes delas, mas apenas se apoiando nelas. Assim como Bromélias e Orquídeas.

Slide 22, 23, 24 e 25 - Galhos:
Os galhos são as partes mais sensíveis e o principal item para o apodrecimento de uma árvore, pois é o principal alvo das PODAS ERRADAS e quebras naturais.
Podas erradas (podar adequadamente e reequilibrar e ir ao fim da podridão)
Quebra por ventos e veículos de grande porte (podas de condução e reparo)
A poda não é bem compreendida, não é simplesmente criar uma forma na copa para parecer bonito, a poda precisa acompanhar a natureza da espécie.

Slide 26 - Consequências
O resultado de um cuidado inconsciente é a morte e a queda das árvores, as árvores caem com o vento e com as chuvas, mas devido aos cuidado errôneos e falta de preparo de profissionais e até da falta de informação.

Slide 27 - O que fazer?
Um estudo da espécie que possa se adaptar ao local do plantio, avaliando tamanho da calçada, profundidade do solo, altura da fiação.
Troca das árvores comprometidas com a participação da comunidade, para que a comunidade fique consciente da saúde e dos riscos da árvore.

Assista o vídeo: QUAL A ÁRVORE IDEAL do Biólogo e Botânico Demis Lima


As podas técnicas precisam ser acompanhadas por profissionais, preferencialmente, que tenham feito curso com o Rodrigo ARACNO.

As árvores caem na floresta como acontece nas cidades? Sim, mas existe um complexo sistema de comunicação entre as árvores, que quando uma está doente as outras a recuperam e se ela está condenada a floresta a absorve, e além disso não vai cair em cima de ninguém. Entenda como funciona esse sistema no vídeo "As árvores se comunicam":



Plante cuide e defenda as árvores.
O dia em que você achar que uma árvore suja sua casa de folhas, pare, respire fundo e diga:
 - Ainda posso respirar porque tenho uma árvore.
SALVE SUA ÁRVORE E AS ÁRVORES SALVARÃO O MUNDO.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Conheça o maior acervo de sons de animais

Cerca de 9 mil espécies diferentes - Projeto da Universidade Cornell digitalizou quase 150 mil gravações

Quem já ouviu o som do filhote de avestruz dentro do ovo? Já imaginou um acervo com milhares de sons de espécies animais?
Conheça Macaulay Library, o mais completo arquivo científico de registros sobre a biodiversidade do planeta. O acervo que reúne tanto áudios quanto vídeos começou a ser catalogado a partir de 1929 pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e hoje já conta com cerca de 150 mil sons de animais. São 7,5 mil horas de gravações que, juntas, somam mais de 10 terabytes. Todos esses dados agora estão ao alcance de qualquer um.
Isso só foi possível graças ao trabalho árduo dos arquivistas de Cornell, que levaram impressionantes 12 anos para concluir a digitalização de todos os registros analógicos. A ênfase dos arquivos são os pássaros, mas eles também reúnem sons de baleias, elefantes, sapos, primatas e muitos outros bichos. “Nossa coleção é a maior e mais antiga no mundo, agora é também a mais acessível”, destacou em um comunicado o diretor do projeto, Mike Webster.

CLIQUE E ESCOLHA O SOM

Nova espécie de árvore na Mata Atlântica é descoberta

Batizada de Ocotea koscinskii Baitello & Brotto, ela foi encontrada em Unidades de Conservação dentro e fora do Estado de SP


Uma nova espécie de árvore foi descoberta na Mata Atlântica da região sudeste do Brasil. A planta é de grande porte e se encontra bem preservada. Conhecida popularmente na região como Canela, a espécie que pertence ao gênero Ocotea, um dos mais representativos da flora do estado de São Paulo.
Veja a publicação na revista científica Heringeriana
A descoberta foi realizada pelos pesquisadores João Batista Baitello e Marcelo Leandro Brotto, do Instituto Florestal (SP) e do Museu Botânico Municipal (MBM) de Curitiba, respectivamente. A novidade também foi publicada na revista científica Heringeriana.
Em ambientes preservados, a espécie pode atingir até 40 metros de altura. Mas, como uma árvore tão grande nunca havia sido identificada? A descoberta só aconteceu depois que os pesquisadores analisaram detalhadamente o acervo das espécies do Parque Estadual da Cantareira.

Após as comparações, foram verificadas características distintas entre espécimes catalogadas como Ocotea dispersa (canela-sassafrás). Posteriormente, compararam as análises e concluíram que se tratava, sim, de espécies diferentes.
A nova espécie recebeu o nome científico Ocotea koscinskii Baitello & Brotto, uma homenagem ao polonês, radicado no Brasil, Mansueto Koscinski, um dos principais incentivadores botânicos no país. Também foi um dos responsáveis pelo início da coleção botânica, que hoje é o Herbário Dom Bento José Pickel (SPSF).
Até o momento, sua presença está confirmada na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos, na região sul da cidade de São Paulo. A nova espécie também é encontrada em quatro Parques.
Dois estaduais, o Parque Estadual da Cantareira e o Parque Estadual da Ilha do Cardoso no Estado de São Paulo, e dois nacionais, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e o Parque Nacional de Itatiaia, no Estado do Rio de Janeiro. Também foi confirmada na Reserva Natural Salto Morato, no Estado do Paraná.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Horta para pequenos espaços em PDF

Manual ensina a plantar hortas em pequenos espaços

Nesse manual você encontra direcionamentos sobre a quantidade de água, luz e os tipos de nutrientes necessários para o melhor desenvolvimento dos alimentos. Os canteiros dessas mini-hortas podem ser feitos com materiais reaproveitados, como pneus, garrafas PET, canos de PVC, baldes, latas, telhas, tambores, entre outras coisas.
Não é necessário ter uma grande área para começar uma horta. Existem muitas opções de alimentos capazes de serem plantados com sucesso em espaços reduzidos O livro “Horta em pequenos espaços”, produzido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), mostra justamente isso.
A publicação, disponível gratuitamente em PDF, traz diversas dicas, como os cuidados com o preparo da terra e a escolha pela localização ideal, a descrição das hortaliças e os fatores que afetam o desenvolvimento das plantas.
O livro foi feito com o apoio de especialistas de diferentes áreas com o intuito de incentivar as hortas caseiras e comunitárias e assim ajudar a promover a segurança alimentar. Além disso, o projeto acredita que a agricultura urbana pode ser uma ferramenta importante para reduzir o estresse das grandes cidades.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Formigas já eram boas agricultoras antes dos seres humanos

As formigas controlavam o ambiente para cultivar alimentos, mesmo em condições desfavoráveis


Há 30 milhões de anos, as formigas revolucionaram a agricultura para lutar contra a seca. Elas começaram a plantar seus próprios alimentos – fungos, no caso – em ambientes onde a umidade era baixa e a comida não crescia em estado selvagem. Tudo isso muito antes de os humanos desenvolverem suas próprias técnicas de plantio, o que, segundo as estimativas, aconteceu cerca de 19.000 anos atrás. Em um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica Proceedings of the Royal Society B, um grupo de pesquisadores indica que os pequenos insetos já possuíam uma agricultura sofisticada o suficiente para criar extensas plantações de fungos nos habitats secos da América do Sul.

“Essas sociedades sofisticadas de formigas agricultoras vêm praticando agricultura sustentável em escala industrial há milhões de anos”, disse em comunicado Ted Schultz, do Museu Nacional de História Natural Smithsonian nos Estados Unidos, coautor do estudo. “Estudar a sua dinâmica e como as suas relações com os fungos evoluíram pode oferecer lições importantes para os nossos próprios desafios com as nossas práticas agrícolas. As formigas estabeleceram uma forma de agricultura que fornece toda a nutrição necessária para suas sociedades usando uma única cultura que é resistente a doenças, pragas e secas em uma escala e nível de eficiência que rivalizam com a agricultura humana.”

O cultivo feito por grandes colônias desses insetos nas úmidas florestas tropicais do Brasil e do Panamá já era conhecido pelos pesquisadores, embora representassem uma forma de agricultura mais primitiva. Agora, os cientistas descobriram que, mesmo em ambientes de pouca umidade, as formigas desenvolveram uma forma de cultivo sofisticada, capaz de levar esses fungos às regiões secas da América do Sul. Muito antes dos humanos, esses animais conseguiram utilizar suas técnicas para plantar alimentos em regiões nas quais o cultivo seria naturalmente inviável. Além disso, segundo os pesquisadores, elas “domesticaram” os fungos, aprendendo a fertilizá-los, livrá-los de parasitas, controlar seu crescimento e manter as condições ideais para o cultivo.

A equipe de cientistas analisou o DNA de 119 espécies de formigas, das quais 78 praticavam agricultura e outras 41 não. Com os dados em mãos, eles foram capazes de construir a primeira árvore completa da evolução das formigas cortadeiras, revelando qual era o parente não agrícola vivo mais próximo das agricultoras atuais. Dessa forma, foi possível olhar para os antecedentes geográficos dessas espécies, deduzindo quando, onde e sob que condições surgiram traços particulares.

A equipe estava interessada em saber quando as formigas começaram a praticar uma agricultura mais sofisticada – isto é, quando algumas culturas de fungos passaram a depender da sua relação com as formigas para sobreviver. De acordo com a árvore genealógica montada, isso aconteceu justamente no momento em que o planeta estava resfriando, quando áreas mais secas se tornaram prevalentes.

Os fungos, que até então haviam evoluído para viver em florestas úmidas, não estavam aptos a sobreviver de maneira independente naquele clima. Por isso, assim como humanos que vivem em um clima seco ou temperado e criam plantas tropicais em estufas, as formigas cuidadosamente desenvolveram técnicas para manter a umidade dentro de seus jardins de fungos. “Se está ficando um pouco seco demais, as formigas saem, pegam água e acrescentam [à terra]”, disse Schultz. “Se está muito úmido, elas fazem o oposto.”

Matéria original da Veja.com 

sábado, 18 de março de 2017

Rã fluorescente é descoberta por pesquisadores brasileiros

Caso é o primeiro registro científico de uma rã fluorescente

A natureza surpreende novamente, pesquisadores do Brasil e Argentina identificaram fluorescência em uma rã arborícola encontrada na América do Sul, informou na quinta-feira dia 16 à AFP um dos autores do estudo.
"Este caso é o primeiro registro científico de uma rã fluorescente. Não há relatos precedentes sobre isto, e também sobre estas moléculas que podem ser fluorescentes", declarou Carlos Taboada, um dos pesquisadores.
Em um laboratório do Museu Argentino de Ciências Naturais de Comodoro Rivadavia (MACN), em Buenos Aires, Taboada explicou à AFP o alcance do trabalho do qual participou.
Além dos argentinos, participaram da pesquisa os brasileiros Andrés Brunetti e Fausto Carnevale, ambos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
Segundo Faivovich Julián Faivovich, principal pesquisador do MACN, a descoberta "modifica radicalmente o que se conhece sobre a fluorescência em ambientes terrestres, permitiu encontrar novos compostos fluorescentes que podem ter aplicações científicas ou tecnológicas, e gera novas perguntas sobre a comunicação visual entre anfíbios".
O fenômeno da fluorescência significa que "as moléculas absorvem luz de uma determinada longitude de onda, se excitam e reemitem a luz de outra cor de menor energia, que neste caso é o verde-celeste", revelou o pesquisador.
"Não parecia ser uma anomalia ou qualquer doença, mas claramente uma questão metabólica e fisiológica presente na espécie".


domingo, 5 de março de 2017

Dois mil livros gratuitos sobre botânica, agroflorestas, bioconstrução, permacultura, agroecologia, sustentabilidade, apicultura e muito mais.

Uma biblioteca virtual voltada ao meio ambiente e tudo para se informar e fazer

Disponibilizada pela plataforma virtual Ideas Verdes, uma biblioteca com mais de dois mil livros, artigos e documentos gratuitos sobre bioconstrução, permacultura, agroecologia, sustentabilidade, apicultura, jardinagem, animais, plantas biologia, cuidados, ou seja, da pra se perder nessas estantes virtuais.
Assuntos que desde os anos 1990 vêm sendo discutidos na agenda global e que na última década ganharam ainda mais peso devido aos efeitos já sensíveis da mudança climática em diversas partes do mundo, a biblioteca gratuita, com títulos em espanhol e inglês.

Acesse a biblioteca completa e faça download. Basta 2 cliques nos livro para baixar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Guia Técnico Restauração ecológica com Sistemas Agroflorestais

Como conciliar conservação com produção, Download gratuito no ARACNO Garden

O que pode e o que não pode na APP? (Área de proteção Ambiental)
Quais são as espécies-chaves para a recuperação de áreas degradadas?
Nessa publicação é possível aprender sobre os princípios da agrofloresta e seus serviços ambientais, assim como esclarecer questões que estão no dia-a-dia dos floresteiros.

O download é gratuito clique aqui.

O Centro Internacional de Pesquisa Agroflorestal (ICRAF) lançou nesse mês o "Guia Técnico de Restauração Ecológica com Sistemas Agroflorestais".
O Guia foi realizado em parceria com o ISPN, ISSA, EMBRAPA, UICN, Serviço Florestal Brasileiro e Mutirão Agroflorestal.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Não economize água, preserve as nascentes

Fechar a torneira não salva a população da escassez de água, saiba porque no ARACNO Garden

O ser humano acredita que se fechar a torneira vai economizar água, mas o que ele não sabe é que a água vai continuar sua descida no rio. O ser humano deveria se preocupar com a preservação das nascentes, as florestas que atraem as chuvas para as nascentes, mas ele insiste em educar uns aos outros a fechar a torneira. (Rodrigo Aracno)

Uma nascente, cabeceira, olho-d'água, exsurgência, mina de água ou fonte é o local onde se inicia um curso de água (rio, ribeira, ribeiro, ribeirão, córrego), seja grande ou pequeno. O que muitos não sabem, ou pior, não buscam saber, a importância de se preservar a nascente e a mata que a rodeia.
Essa preservação é responsável pela abundância de água.

A Água nunca vai acabar
A água existe desde o início do planeta, por volta de 4,5 bilhões de anos, a água não entrou no planeta, ela se formou com ele. E essa água não vai sair do planeta, desaparecer, a água vai seguir seu ciclo. O ser humano precisa da água doce e potável para sua existência, mas com a falta de preservação de florestas as chuvas estão mudando de direção e não estão mais enchendo as nascentes, as nascentes param de receber água e secam.

Depende da consciência humana, não apenas de seus governos, mas da participação direta da população preservar nascentes e florestas. A água está aí para todos e em quantidade infinita, mas somente será potável se for direcionada para as nascentes.

Abaixo, uma matéria do Portal DBO sobre preservação e recuperação das nascentes.

Definidas na lei como ‘afloramentos naturais do lençol freático que apresentam perenidade e dão início a um curso d’água’, as nascentes são de vital importância para qualquer propriedade. No meio rural, abastecem açudes e represas, saciam a sede dos animais e podem dar suporte à irrigação das lavouras. Abaixo, saiba que medidas adotar para preservá-las, protegê-las e também recuperá-las, mantendo sempre a qualidade da água:

Preservação
De acordo com Renata Machado Mongin, do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), não dá para falar de preservação sem falar de vegetação. A razão para isso é o fato de a vegetação funcionar como uma barreira natural, que reduz o aporte de sedimentos, insumos e defensivos em direção ao corpo d’água; além de contribuir para seu fluxo contínuo e emergência de águas subterrâneas. Dito isso, vale lembrar que a vegetação deve ser de espécies nativas: “Às vezes o produtor acha que resolve plantar só árvores frutíferas, mas não é bem assim”, diz a especialista.

De acordo com Renata, o tipo de formação vegetal mais adequado para a preservação de cada nascente pode variar com as características do solo ou nível de absorção de água pela planta. Ela também alerta que, de modo geral, a compra de mudas, adubação e manutenção da vegetação ficam a cargo dos produtores. “Mas cada vez mais há um incentivo para a preservação e vemos surgir programas do governo e de ONGs que financiam essas ações”, pontua.

No caso de quem tem criação na propriedade, a área de preservação permanente deve ainda ser cercada. A especialista explica por que: “Para evitar o pisoteio, evitar que os poros por onde a água passa se fechem e que, sem infiltração, ela deixe de fluir”. Sobre o raio considerado área de preservação permanente (APP) no caso de nascentes, ela lembra que a faixa é de pelo menos 50 metros.

Proteção. No sentido de reforçar as medidas de preservação, a dica vem da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que desenvolveu um modelo de proteção conhecido como Caxambu. Abaixo, você assiste ao vídeo produzido pela instituição, que ensina como montar e instalar a proteção na fazenda:



Recuperação
Por fim, tema de reportagem da Revista Mundo do Leite, publicada em abril de 2015, a recuperação de nascentes é outra ferramenta disponível para o produtor que busca o equilíbrio entre conservação e aproveitamento dos recursos naturais.

Em um passo a passo, você acompanha a técnica – aprimorada pelo agricultor, e hoje técnico da Cooperativa de Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), no Paraná, Pedro Josino Diesel – que já recuperou mais de 8 mil nascentes. Criada pela Emater, ela se transformou no projeto Água Viva, desenvolvido pela Coopavel em parceria com a Syngenta. Veja o passo a passo em texto do repórter Renato Villela:

Antes de mais nada, vale lembrar que é obrigatório fazer o procedimento no auge da estação seca e que se deve desassorear a nascente.

– Após a delimitação da área, definida pelos “pontos de descarga” da água que aflora, inicia-se o trabalho de limpeza da superfície com a retirada da terra e matéria orgânica.

– Na sequência, com o auxílio de ferramentas como enxadão e pá, remove-se a lama até encontrar o chão firme.

– Com as mãos, desobstruem-se os olhos d’água, que normalmente brotam de orifícios argilosos. Ao mesmo tempo, abre-se uma vala, ligando a nascente até o destino do curso d’água. Prática antiga e bastante difundida, o represamento da água das nascentes por meio de paredes de alvenaria é desaconselhado, assim como coberturas com tábuas de madeira ou telhas do tipo Brasilit.

– Finalizado o trabalho de limpeza e desobstrução dos olhos d’água, parte-se para a construção de uma pequena barragem que será responsável por represar o volume a ser conduzido por um sistema de canos de PVC, por onde se dará a vazão da água.

– A barragem, posicionada na parte frontal da nascente, é construída com uma massa feita de solo-cimento, mistura de terra de barranco com cimento. A proporção entre solo e cimento depende da textura da terra. Se muito arenosa, usam-se três porções de terra para uma de cimento. Com um solo mais argiloso, pode-se fazer a mistura na proporção de cinco para um. O uso de areia é totalmente desaconselhado.

– À medida que a barragem é erguida, vão sendo colocados os canos de PVC, que possuem diferentes diâmetros, de acordo com a sua função:

Cano A) O primeiro dos canos é de 4 polegadas e fica posicionado na base da barragem, rente ao leito da nascente. O cano permanece fechado com um tampão, removido toda vez que se deseja esvaziar por completo a mina d’água. Trata-se do cano de limpeza da nascente. Uma camada de solo-cimento é depositada sobre ele, percorrendo toda a extensão da barragem.

Cano B) Logo acima é colocado um cano de 3/4 de polegada, por onde se dará a vazão da água que, levada por uma mangueira, abastecerá o reservatório.

Canos C e D) A “sobra” de água, ou seja, o volume que ultrapassar a capacidade de vazão do cano de 3/4 de polegada sairá por dois canos de 1,5 polegada, posicionados 15 cm acima. São os canos de ‘excesso’. A água que sair por ele cai na vala aberta e segue o percurso até o seu destino. A recomendação é que a altura entre os canos e o fundo da nascente não ultrapasse os 30 cm. O segredo é não formar depósito, por isso o sistema de canos tem que ser baixo. A água brota da nascente e tem que circular.

Cano E) Um último cano, novamente de 3/4 de polegada, é colocado na posição diagonal em relação à base da barragem. É o canal por onde será despejado um produto para limpeza e desinfecção da nascente, tarefa que deve ser executada de seis em seis meses após a conclusão da obra.

– No momento da limpeza, o procedimento é colocar o desinfetante, deixar agir por alguns minutos e depois retirar o tampão do cano de limpeza até esvaziar toda a nascente. Depois, repetir a operação por mais duas vezes para garantir uma boa desinfecção.

– A etapa seguinte é forrar o leito da nascente com pedras, que terão a função de melhorar a filtragem da água. O mais indicado são as pedras “ferro”, cuja durabilidade é maior. O produtor pode usar as que tiver na propriedade, mas deve evitar pedras “macias”, que se esfarelam, pois, com o passar do tempo, elas tendem a se dissolver e entupir os canos de saída d’água.

– A penúltima etapa é cobrir as pedras com uma lona plástica, semelhante às utilizadas para vedação de silos. O plástico deve ser resistente, preferencialmente de 200 micras de espessura, para evitar que se rasgue com o desgaste. O objetivo da lona é proteger a nascente, evitando que haja aterramento provocado por enxurradas contendo sedimentos de terra ou contaminação com agrotóxicos.

– O último procedimento é cobrir a lona com terra. Se for uma área de pastagem, é importante cercar para evitar a presença do gado, que pode pisar e quebrar o sistema de canos de PVC. Árvores devem ser plantadas a uma distância mínima de 6 a 8 metros de raio da nascente, o que evita que raízes atinjam e furem a lona.

– Por fim, recomenda-se fazer análise da água para atestar sua qualidade.

Além de evitar o excesso de perfurações e eventuais danos às nascentes ao redor, a medida alivia o bolso, já que a perfuração de um poço pode custar até R$ 30.000.


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