Fungos não prejudicam as plantas, eles são indicadores do que está acontecendo na terra.
Fotos: Sabrina Tavares
Muitas vezes nos deparamos com alguma alteração em nossos vasos, e é óbvio que nos preocupamos com a saúde de nossas plantinhas. Foi o caso da Sabrina Tavares, que colaborou com essa postagem com as fotos de suas plantas.
No caso da Sabrina, surgiram cogumelos, minúsculos, em formato de copinho com sementes, ou ninho com ovinhos. Esse cogumelo pertence ao fungo em formato de ninho, Cyathus stercoreus, se quiser saber mais sobre esse fungo é só CLICAR AQUI.
Fotos: Sabrina Tavares
Nesse caso, os fungos estão indicando que está na hora de trocar o substrato, pois há muita matéria em decomposição, e essa decomposição gera um aumento na acidez da terra, o que pode causar sofrimento e até morte da planta.
Mas veja que não é o fungo que está causando isso, ele está indicando que aquele ambiente, nesse caso o substrato, está ideal para ele se desenvolver.
Então, a sugestão aqui é a troca do substrato, se não souber como fazer é só CLICAR AQUI.
Se precisar de dicas de como fazer o melhor substrato é só CLICAR AQUI
Restos de alimento e restos de podas das plantas são alimento para plantas de jardins e hortas e aqui eu mostro quais são eles.
O adubo caseiro mais rico em nutrientes é o composto, que se faz com resíduos da casa e do jardim. Mas há mais: a casca das bananas, as cinzas de madeira, o sumo de frutas. Da mesma forma que os adubos comercializados, não convém utilizar nem em excesso nem de modo continuado.
Cascas de Banana, Cascas de Ovos e Borra de Café
É a melhor combinação de nutrientes que as plantas necessitam. Mas não podem ser colocados direto nas plantas, pois se ainda estão em decomposição, são ácidos e podem até matas a planta. O ideal é misturar com terra, deiar decompor por 30 dias e depois aplicar. Se for possível bater no liquidificador o resultado é ainda melhor.
Cinzas de madeira
As cinzas de madeira são ricas em fósforo e potássio, elementos que favorecem a floração e aumentam a resistência ao frio. Também contêm cálcio e oligoelementos.
Pode usar as cinzas que sobram do churrasco, cinzas de madeira da chaminé ou de barbecue ou de ramos de arbustos. (Lembrando de fazer fogueiras em dias úmidos e usar somente madeira seca, papeis e plástico são tóxicos)
Quando esfriam deve deitar duas ou três pás aos pés de cada espécie e misturar com a terra. São excelentes para as rosas. Pode adicionar na composteira.
Composto – Tem mais nutrientes
Trata-se de um adubo orgânico elaborado a partir de desperdícios. Do jardim, pode usar as daninhas (sem flores nem sementes), restos de relva, flores murchas,, ramos podados, folhas ou palha. Não convém juntar plantas doentes ou tratadas com produtos químicos.
Da horta, os restos de verduras e colheitas passadas. De casa, borrsa de café e chá, cascas de ovo ou papel de jornal.
O recipiente que vai usar para o composto deve ficar num cantinho com sombra. Convém esfarelar os resíduos o máximo possível, dipostos por camadas: uma inferior, os restos lenhosos grossos; sobre estes, matéria orgânica como estrume e terra de jardim, depois, folhas, feno ou palha.
De vez em quando, convém humedecer o composto e dar a volta todos os meses. Assim que apresentar um tom acastanhado e estiver frio, é sinal que está pronto a ser usado.
Vou deixar um CLIQUE AQUI de uma postagem que fiz sobre como fazer uma compostagem passo a passo.
E também abaixo, um vídeo que fiz com meu filho de uma COMPOSTAGEM DIFERENTE.
Terriço de folhas
As folhas que as árvores perdem no outono, além de serem um elemento básico na elaboração do composto, podem ser utilizadas para melhorar a terra. Coloque-as num saco de plástico negro esburacado. Necessitam entre seis a 12 meses para se decomporem e se converterem em terriço, ideal para misturar coma terra, tanto do jardim como dos vasos, ou para usar como cobertura.
Adubo verde – Valem todas as plantas
O adubo verde incrementa a fertilidade do terreno e evita a erosão e a proliferação de daninhas, reduzindo a evaporação.
Como adubo verde serve qualquer planta, embora as mais usadas sejam as leguminosas feijões, favas e ervilhas ou as forrageiras.
Trata-se de cultivar estas plantas como rasteiras junto de outras plantas ou de as semear antes e arrancá-las quando se vai plantar.
Cascas de banana – Arbustos e bagas
Esta fruta tem a particularidade de acumular, durante o crescimento, grandes quantidades de elementos minerais (potássio). E como estes nutrientes permanecem na casca, podem ser aproveitados.
A casca da banana é estupenda para todos os arbustos que emitem bagas.
Outros adubos – Sumos de frutos e café
Outros adubos bons: restos de sumos de frutos, junto com a água da rega; a terra da toca das toupeiras é rica em sais minerais e melhora o solo das sementeiras; a água de cozer batatas é muito rica em nutrientes e pode ser usada para regar as plantas de interior; borras de café ou chá podem ser estendidas em capas finas, juntando depois a terra.
Nada mais gostoso do que colher os temperos frescos para um sabor especial na comida
Preparei uma lista com cinco temperos de fácil cultivo que são ideais para pequenos espaços, como vasos e caixotes em casa ou no apartamento. Aqui você vai encontrar um passo a passo, mas não se preocupe, se não tiver tempo e ainda assim quer poder ter em casa, você encontra tudo pronto em lojas de jardinagem.
É importante que para essas plantas haja no mínimo 04 horas de Sol, e manter a terra úmida, como no vaso ou jardineira a terra seca rápido, é aconselhável regar duas vezes, uma de manhã e outra no final da tarde, direcionando a rega para a terra, evitando as folhas, para as folhas prefira um borrifador.
O que iremos precisar para termos plantas saudáveis é muito simples: Mudas dos temperos (se preferir pode ser de sementes, mas vai demorar um pouco) 01 parte de areia grossa; 01 parte de terra marrom de jardim; 01 parte de terra vegetal (Húmus) ou composto curtido. (Como fazer Composto) 01 parte de esterco curtido Acrescente a cada 5 litros desta mistura: 01 colher de cálcio dolomítico; ou casca de ovos moída. 01 colher de carvão em pedacinhos; 01 colher de sopa de cinzas de madeira (o carvão e cinza pode ser depois daquele churrasquinho, (mas lembre de esfriar antes). Depois de tudo misturado, muito bem misturado, basta preparar seu vaso ou jardineira. (Como montar uma Jardineira)
Manjericão
Podendo ser plantado até em vasos, o manjericão perfuma e dá um sabor especial nos mais variados pratos, como pizzas, saladas, molhos, recheios e em várias massas. Sua colheita se dá até em 60 dias após o plantio.
Salsinha
De uso diário para incrementar o tempero de receitas culinárias, as folhas miúdas e aromáticas da salsinha são um diferencial nos mais diversos pratos e também são utilizadas pelos seus efeitos medicinais. Pode ser plantada o ano todo em canteiros de hortas e em vasos, inclusive decorando janelas.
Coentro
Tempero típico da culinária regional do Norte e Nordeste, as folhas do coentro são muito usadas em saladas e pratos salgados, além dos frutos secos realçarem carnes, doces, picles e licores. A produção doméstica pode ser feita em um pequeno canteiro, com a colheita iniciada após cerca de 30 dias.
Alecrim
Conhecido pelos benefícios que oferece à saúde humana, uma pitada de alecrim pode fazer diferença tanto no aroma quanto no sabor de um prato. O plantio em espaços pequenos é alternativa para deixá-lo sempre à mão, além de ser tolerante à seca, podendo passar até três dias sem receber regas.
Pimenta-Biquinho
Essa pimenta vai transformar o sabor de um prato, realçando seus sabores. Pode ser plantada em pequenos espaços, mas com a ajuda de um tutor.
Essa pimenta contém betacaroteno, uma substância antioxidante, que auxilia o nosso organismo a absorver melhor as vitaminas A e C, por isso, é um alimento que fortalece o sistema imunológico.
Outras propriedades benéficas que a pimenta-biquinho possui é ser fonte de ferro, cálcio, magnésio, cálcio, sódio e fósforo, minerais indispensáveis para o bom funcionamento do nosso organismo. Além disso, contém as vitaminas B6, C e K1, contribuindo para o controle do açúcar no sangue e para prevenir inflamações.
Presente na lista de animais ameaçados de extinção do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o pirarucu tem seu manejo sob orientação da entidade.
Um dos maiores peixes de águas doces fluviais e lacustres do Brasil, o pirarucu pode atingir dois metros e meio e seu peso pode ir até 80 kg. É um peixe que é encontrado geralmente na bacia Amazônica, mais especificamente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas.
Pelas vantagens comerciais, o pirarucu tornou-se presa cobiçada pela pesca predatória, sendo a criação em cativeiro uma alternativa para manter os estoques da espécie.
Porém, antes de iniciar a criação de pirarucu em regiões fora da Amazônia, o produtor precisa consultar o órgão ambiental de seu Estado sobre a permissão para a atividade.
DADOS: - CRIAÇÃO MÍNIMA: 300 peixes - CUSTO: em geral, o preço dos juvenis é de R$ 1 por centímetro de peixe (Podendo variar por região) - RETORNO: um ano para criações com tanques escavados - REPRODUÇÃO: a produção de cada ninhada varia de 3 mil a 10 mil alevinos
COMEÇANDO A CRIAÇÃO:
- INÍCIO Compre juvenis de pirarucu com outros produtores que tenham recomendação e experiência na atividade. É importante que os peixes sejam oriundos de uma boa linhagem para assegurar a qualidade da produção e dos descendentes. Comece com 300 juvenis de 10 a 20 centímetros treinados para consumir ração.
- AMBIENTE A água deve ser clara, com pouca quantidade de sedimentos e ligeiramente alcalina. A espécie gosta de viver em água calma e com temperatura que se mantém na faixa de 24 a 37 ºC. Evite que hajam oscilações bruscas e dê preferência para o ambiente mais quente.
- ESTRUTURA O sistema de produção mais utilizado para criação de pirarucu é o de tanque escavado com fundo de terra. O abastecimento de água pode ser feito por meio de um canal e um tubo de PVC e a vazão regulada por meio de um monge instalado dentro do tanque. Contudo, muitos trabalhos têm sido desenvolvidos para o cultivo em tanque-rede.
- ENGORDA Quando os peixes atingirem 1 quilo, devem ser transferidos para o tanque de engorda, no qual a densidade deve ser de um indivíduo por 10 metros quadrados. O período de engorda leva um ano, com produção de 15 toneladas por hectare. - ALIMENTAÇÃO Há duas opções de dieta para o pirarucu de cativeiro. Se a escolha for pela alimentação natural, com o consumo de lambaris, tilápias e espécies forrageiras, os juvenis devem ser separados dos pais quando atingirem 40 gramas. Na adoção de arraçoamento, considerada a melhor alternativa, a partir de 1,5 a 2 gramas os juvenis já podem ser transferidos para um local específico para começar o condicionamento alimentar. São treinados para comer ração durante seis dias, com seis refeições diárias. Mas o processo pode demorar mais.
- REPRODUÇÃO Em cativeiro, o pirarucu demora de quatro a cinco anos para chegar à idade adulta e reprodutiva, com peso entre 40 e 45 quilos. No período de reprodução, é possível distinguir o macho, que tem coloração avermelhada, da fêmea, cuja pele fica com um tom mais acastanhado. Após chuvas intensas, ocorrem em águas paradas as desovas, em ninhos preparados e defendidos pelos machos, que ainda protegem os filhotes nos primeiros meses de vida. A cada ninhada, a produção pode oscilar de 3 mil a 10 mil alevinos.
Uma publicação da Embrapa trata do assunto: é o livro “Piscicultura do Pirarucu”, que fala da produção e da comercialização do peixe.