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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Plantas têm um "cérebro" que determina o seu crescimento

Células atuam como o centro de comando de escolhas no ciclo da vida das plantas

Cada vez que se estuda, mais surpresas são descobertas, costumo dizer que a natureza não tem limites e a ciência só tropeça em algumas das maravilhas que se escondem longe dos nossos olhos e dos nossos sentidos. Muito ainda se discute com os sentimentos das plantas, e essa pesquisa é mais um passo em busca da verdade.

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, descobriram que plantas podem ter um tipo de "cérebro". Diferentemente das estruturas avançadas dos animais, essas células atuam como um centro de comando de escolhas, determinando quando ocorre a germinação — o que é fundamental para a manutenção do ciclo de vida das espécies.

Os cientistas descobriram que as células estão divididas em dois tipos: as que estimulam e as que desestimulam a germinação. Com a ajuda de hormônios elas decidem quando o clima está melhor para que o processo seja iniciado.

Após essas observações, os especialistas refizeram o experimento com plantas geneticamente modificadas, comprovando o primeiro descobrimento. Entretanto, como é difícil estudar esses seres vivos em tempo real, um modelo matemático foi criado para prever como funcionam as células em diferentes situações.

"Nosso trabalho revela uma separação crucial entre os componentes de um centro de tomada de decisões dos vegetais", afirma o Professor George Bassel, líder do estudo, em declaração.



Veja também: As Plantas se comunicam

O mais curioso é que dois tipos de células são necessários porque elas podem ter "opiniões diferentes" em relação ao clima ao redor delas e, portanto, a planta só germinará quando ambas "concordarem" que chegou o momento: "É como ler a resenha de um crítico quatro vezes ou combinar quatro pontos de vista diferentes antes de decidir ir ao cinema", brinca o biomatemático Iain Johnston.
Fonte: Matéria da Revista Galileu

domingo, 5 de junho de 2016

Plantas ciborgues dizem o que sentem

As plantas recebem sensores como os usados em seres humanos

O Dr. Andrea Vitaletti, da Universidade de Roma, na Itália, acredita ter encontrado a solução para monitorar as mudanças climáticas, melhorar a produção agrícola, ou mesmo no monitoramento do seu jardim, é importante saber o que está ocorrendo com as plantas. Isso por meio do seu projeto Pleased - PLants Employed As SEnsing Devices, ou plantas empregadas como dispositivos de sensoriamento.
Para que as plantas possam funcionar como sensores o Dr. Vitaletti e seus colegas estão produzindo o que eles chamam de "plantas ciborgues".
"As plantas serão as sentinelas do ambiente. Para isso, nós estamos tentando classificar os sinais elétricos gerados pelas plantas em reação a estímulos externos, como a presença de poluentes," disse ele.
As plantas estão recebendo sensores do mesmo tipo daqueles usados para monitorar sinais neurais e musculares em seres humanos - esses chips neurais são a base dos equipamentos controlados pelo pensamento, incluindo exoesqueletos, cadeiras de rodas e interfaces cérebro-computador.
Os chips coletam os sinais gerados pelas plantas, que são comparados com os sinais gerados pelas plantas vizinhas, produzindo um quadro claro de como mudanças ambientais - que podem ser mudanças climáticas, aplicação de herbicidas ou até a irrigação - estão afetando as plantas. Tudo em tempo real.
Leia a matéria completa no site Inovação Tecnológica.

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