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domingo, 5 de outubro de 2025

Como cuidar de Bonsai de Jabuticaba

Olá, eu sou Rodrigo Aracno e  hoje eu recebi a mensagem da Fabíula: "Poderia me ajudar? Comprei um bonsai de jabuticaba, gostaria de saber como cuidar, devo fazer esse processo? Precisa ter sempre luz direta do sol e a rega? Desde já, muito obrigada!"

Com toda certeza Fabíula, é maravilhoso encontrar pessoas nesse mundo das plantas e da natureza. Eu preparei uma postagem detalhada pra você, e deixo o convite a quem entrar por aqui para sempre aprender. Vamos lá. 🤠

Vou deixar aqui as fotos do bonsai da Fabíula, como registro, assim ela poderá sempre lembrar de como ele era no início.



Um bonsai de jabuticaba (Plinia cauliflora) é uma das espécies mais lindas e brasileiras que existem — tronco ornamental, folhas pequenas e até frutinhas deliciosas! Vamos por partes pra garantir que ele se adapte bem e cresça saudável 👇


🌱 1. Adaptação inicial

Como ele veio do mercado, o bonsai passou por mudanças bruscas de luz, temperatura e umidade.
Nos primeiros 7 a 10 dias:

  • Deixe-o em local bem iluminado, mas sem sol direto o dia todo (meia-sombra é ideal).

  • Evite trocar de lugar várias vezes.

  • Observe se o substrato está úmido, mas não encharcado.

💧 Dica: Enfie o dedo 2 cm no substrato. Se estiver seco, é hora de regar.


☀️ 2. Local ideal

A jabuticabeira é uma planta de sol pleno, mas bonsais se adaptam melhor a sol da manhã e meia-sombra à tarde.

  • Se você mora em região quente, prefira o sol da manhã.

  • Se o clima for mais ameno, pode pegar até 4 h de sol direto por dia.

  • Dentro de casa, coloque perto de janela bem iluminada ou varanda.


💦 3. Rega

A jabuticabeira ama umidade! 🌧️

  • Regue sempre que o substrato começar a secar.

  • Use um borrifador ou regador de bico fino para não deslocar o solo.

  • Evite deixar água acumulada no pratinho — isso apodrece as raízes.

💧 Dica de ouro: pulverize as folhas 1x por dia em dias quentes e secos.


🌳 4. Poda e manutenção

Nos primeiros meses, não faça podas drásticas. Deixe a planta se adaptar.
Depois disso:

  • Poda de manutenção: retire brotos que crescem fora do formato desejado.

  • Poda de raízes: só na troca de substrato (a cada 1,5 a 2 anos).

  • Vaso: retire as pedras de cima e troque por substrato, pode ser casca de pinus, irá manter a umidade por mais tempo.

  • Podas tem época: as podas das folhas são feitas entre a lua minguante e lua nova, já a raiz, somente entre o outono e o inverno.

✂️ Nunca pode tudo de uma vez! Retire no máximo 20–30% da copa por vez. No caso da raiz precisa deixar 50% do torrão. Isso fará com que a raiz tenha mais espaço para crescer.


🍂 5. Adubação

Espere umas 2 a 3 semanas antes de adubar, para evitar estresse.
Depois, use adubo orgânico ou NPK 10-10-10 a cada 15 dias na primavera e verão.
No outono/inverno, reduza para 1 vez por mês, no caso do NPK siga as instruções do fabricante.

Além disso, existe adubos próprios para jabuticaba.

🌿 Sugestão natural: torta de mamona + farinha de osso misturada no substrato (em pequenas quantidades). Lembrando que é tóxico. Busque sempre que possível opções orgânicas.



👽 6. Atenção

Bonsais estão em vasos pequenos, a atenção na umidade da terra é muito importante, principalmente em dias secos.

Além disso, o vaso não pode fica diretamente no sol, pois irão aquecer e aquecer a terra, prejudicando as raízes. Sempre coloque uma proteção, que pode ser feito com um tecido.

🌿 Sempre coloque uma proteção, que pode ser feito com um tecido.



📖 7. Sempre estudando

🌳 O que é um Bonsai: a arte viva da paciência e da harmonia

O bonsai é muito mais do que uma simples planta em vaso — é uma arte milenar que une natureza, estética e filosofia 🌱. A palavra japonesa bonsai (盆栽) significa literalmente “plantar em bandeja”, e representa a prática de cultivar árvores em miniatura que expressam a beleza e a força da natureza em pequena escala.

🪴 Uma árvore em miniatura, não uma planta pequena

Ao contrário do que muitos pensam, o bonsai não é uma espécie específica de planta.
Qualquer árvore ou arbusto lenhoso pode se tornar um bonsai, desde que seja cultivado com técnicas especiais de poda, aramação e controle de raízes.
Ou seja, um bonsai é uma árvore verdadeira, apenas cultivada de forma a manter-se pequena, mas com toda a estrutura de uma planta adulta 🌳✨.

⏳ A filosofia do tempo e do cuidado

Cuidar de um bonsai é um exercício de paciência, disciplina e observação.
Cada corte, cada rega e cada nova folha ensinam sobre o ritmo natural da vida.
No Japão, o cultivo de bonsais está profundamente ligado ao conceito de “wabi-sabi” — a beleza que existe na imperfeição e na passagem do tempo 🍂.

🌍 A origem e o simbolismo

A técnica nasceu na China antiga, onde era chamada de penjing, e foi aperfeiçoada no Japão, tornando-se símbolo de harmonia, equilíbrio e respeito pela natureza.
Hoje, o bonsai é cultivado em todo o mundo, tanto como decoração quanto como uma prática meditativa e terapêutica 🌸.

🧘‍♂️ Um vínculo entre o humano e a natureza

Cuidar de um bonsai é criar uma relação viva com a natureza.
Ele responde ao carinho, ao ambiente e ao tempo.
Cada bonsai conta uma história — e, com o passar dos anos, se torna uma verdadeira obra de arte natural 🌿💚.

O bonsai nos ensina que crescer nem sempre é ficar grande, e que a verdadeira beleza está em cultivar com paciência e amor.
É a natureza em sua forma mais delicada e espiritual — um lembrete diário de que tudo na vida tem seu ritmo e sua estação 🍃.


📚 Fontes

  • Koreshoff, D. Bonsai: Its Art, Science, History and Philosophy. Timber Press, 1997.

  • Naka, J. Bonsai Techniques I e II. Bonsai Institute of California.

  • Yoshimura, Y., Halford, G. The Japanese Art of Miniature Trees and Landscapes. Charles E. Tuttle Company, 1967.

  • Sociedade Brasileira de Bonsai – www.bonsai.org.br

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Inseto Preto e Branco - Soldadinho

🪲 O Inseto Soldadinho: Pequeno, curioso e cheio de mistérios

Na imensidão da biodiversidade brasileira 🇧🇷, um inseto chama atenção não apenas pelo seu tamanho diminuto, mas também pelo formato inusitado: o Soldadinho (família Membracidae). Apesar de muitas vezes passarem despercebidos, esses insetos são fascinantes tanto pela sua biologia quanto pelo papel que desempenham na natureza 🌱.

👀 Aparência curiosa

O nome “soldadinho” vem justamente da sua aparência. Eles possuem uma projeção no tórax, chamada pronoto, que muitas vezes lembra capacetes, espinhos, folhas 🍃 ou até chifres. Essa adaptação funciona como camuflagem 🪴 contra predadores, permitindo que se misturem com ramos e folhas.

🌿 Alimentação e comportamento

Os soldadinhos são fitófagos, ou seja, alimentam-se da seiva das plantas 🌸. Utilizam seu aparelho bucal em forma de “agulha” para perfurar os tecidos vegetais e sugar os nutrientes.
Curiosamente, algumas espécies mantêm relações próximas com formigas 🐜: enquanto sugam a seiva, produzem uma substância adocicada chamada honeydew 🍯, que atrai e alimenta as formigas. Em troca, as formigas oferecem proteção contra predadores.

Foto: Rodrigo Aracno

🪲💕🐜 
Relação com as formigas (Mutualismo)

Os soldadinhos excretam um melado açucarado, um excesso de seiva que serve de alimento para as formigas. As formigas, em troca, protegem os soldadinhos contra predadores, numa relação de mutualismo.

🌎 Importância ecológica

Embora possam causar certo estresse em plantas cultivadas 🌾, principalmente quando estão em grande quantidade, os soldadinhos também fazem parte da complexa rede ecológica. Servem de alimento para aves 🐦, aranhas 🕷️ e outros insetos predadores.
Sua presença é um lembrete de que, mesmo os menores seres, têm papéis importantes no equilíbrio ambiental ⚖️.

📍 Onde encontrá-los

Os soldadinhos são mais comuns em regiões tropicais e subtropicais 🌴, especialmente em áreas com vegetação densa. No Brasil, é possível observá-los em jardins 🌼, áreas de mata 🌳 e até mesmo em plantações. Para quem gosta de jardinagem e observação da natureza 🔎, encontrá-los pode ser uma experiência encantadora.

O Soldadinho pode parecer um inseto simples à primeira vista, mas guarda uma riqueza de detalhes anatômicos, comportamentais e ecológicos. Ele é uma prova de que, no mundo natural 🌍, até os menores seres têm histórias fascinantes para contar.


📚 Fontes

  • Costa Lima, A. da. Insetos do Brasil. Série Membracidae.

  • Gullan, P. J.; Cranston, P. S. The Insects: An Outline of Entomology. Wiley-Blackwell, 2021.

  • Triplehorn, C. A.; Johnson, N. F. Borror and DeLong’s Introduction to the Study of Insects. Brooks Cole, 2004.

  • EMBRAPA – Insetos e biodiversidade

sábado, 9 de agosto de 2025

Livros de Espécies Arbóreas Brasileiras


Coleção de livros “Espécies Arbóreas Brasileiras”

A Embrapa Florestas disponibilizou, para download gratuito, os cinco volumes dos livros “Espécies Arbóreas Brasileiras”, de Paulo Ernani Ramalho Carvalho, pesquisador que hoje está aposentado e dedicou boa parte de sua trajetória profissional à redação e edição destes livros.

Os cinco volumes trazem 340 espécies arbóreas nativas do Brasil, com informações detalhadas tais como taxonomia, descrição, reprodução, ocorrência, aspectos ecológicos, clima, solos, sementes, produção de mudas, características silviculturais, melhoramento e conservação genética, crescimento e produção, características da madeira, principais produtos e usos, pragas e doenças e espécies afins; complementadas com mapas, tabelas e fotografias.

LINK DOS LIVROS: https://www.embrapa.br/florestas/publicacoes/especies-arboreas-brasileiras


domingo, 3 de agosto de 2025

A bromélia da flor?

Aqui está a flor da bromélia 🤠


Pra quem acha que a bromélia é a flor, eis a flor da bromélia 🤠

Hylaeaicum eleutheropetalum é uma espécie de planta com flor da família Bromeliaceae , nativa da América do Sul tropical ( Venezuela , Colômbia , Equador , Peru , noroeste do Brasil )




Fotos de Luiz Otávio Adão Teixeira

Foto: Hylaeaicum eleutheropetalum ( Ule) Leme & Forzza

Município de Manaus,Amazonas,Amazônia,Brasil.

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Aranha que tece teia vermelha fluorescente

Imagem meramente ilustrativa

Cientistas da Universidade de Bayreuth, na Alemanha, realizaram um feito inédito ao modificar geneticamente aranhas da espécie Parasteatoda tepidariorum (aranha-doméstica-comum) para que produzissem teias vermelhas fluorescentes. Usando a ferramenta de edição genética CRISPR-Cas9, os pesquisadores inseriram um gene de proteína fluorescente vermelha diretamente nos ovos das aranhas.

O processo consistiu na microinjeção da solução contendo o CRISPR-Cas9 e a sequência do gene fluorescente antes da fertilização. Após o acasalamento, a prole das aranhas produziu teias que brilham em vermelho sob luz ultravioleta.

Essa experiência foi a primeira a demonstrar que é possível modificar geneticamente aranhas vivas para alterar as propriedades de sua seda. A seda de aranha é conhecida por ser extremamente resistente, leve e biodegradável, e agora, com a possibilidade de personalização genética, pode ser ajustada para fins específicos, como:

  • Engenharia de tecidos;

  • Materiais biomédicos;

  • Fibras ópticas e sensores.

Imagem meramente ilustrativa

Além do efeito visual impressionante, o estudo abre caminho para a produção de fibras com características feitas sob medida, combinando biotecnologia, ciência dos materiais e engenharia genética de forma inovadora.

Infelizmente, imagens específicas das aranhas Parasteatoda tepidariorum geneticamente modificadas produzindo teias vermelhas fluorescentes ainda não foram amplamente divulgadas ao público.

O artigo científico que detalha a pesquisa sobre a aranha Parasteatoda tepidariorum geneticamente modificada para produzir seda vermelha fluorescente foi publicado na revista Angewandte Chemie International Edition.

Você pode acessar o artigo completo através do seguinte link:

🔗 Spider Eye Development Editing and Silk Fiber Engineering Using CRISPR-Cas

Este estudo representa a primeira aplicação bem-sucedida da tecnologia CRISPR-Cas9 em aranhas, resultando na produção de seda com fluorescência vermelha. Além disso, os pesquisadores também realizaram experimentos de "knock-out" genético, desativando o gene sine oculis, essencial para o desenvolvimento dos olhos nas aranhas, o que levou ao nascimento de filhotes sem olhos.

Para mais informações e detalhes sobre a metodologia e os resultados, recomendo a leitura completa do artigo.



Fontes:

  1. Universidade de Bayreuth – Press release

  2. Phys.org – Gene-edited spiders

  3. Earth.com – Red silk from gene-edited spiders

  4. Visão – Exame Informática


sábado, 10 de maio de 2025

Orquídeas são parasitas?


A orquídea é capaz de produzir raízes longas e compridas que não necessariamente se encostam ou se enrolam no tronco da árvore devido a uma série de adaptações evolutivas específicas ao seu modo de vida epífito (ou seja, que vive sobre outras plantas, sem parasitá-las). Vamos analisar os principais fatores:


🌱 1. Função das raízes das orquídeas epífitas

  • Fixação: Algumas raízes se prendem firmemente à casca da árvore, ancorando a planta.

  • Absorção de umidade e nutrientes: Muitas raízes ficam soltas no ar para capturar a umidade da chuva, do orvalho ou da umidade do ar, além de nutrientes em suspensão.

  • Respiração: Essas raízes também realizam trocas gasosas com o ambiente.



🌸
2. Por que nem todas se encostam no tronco?

  • Busca por umidade e luz: As raízes crescem em várias direções à procura das melhores condições. Se o ambiente estiver úmido o suficiente, não há necessidade de aderência constante ao tronco.

  • Presença do velame: As raízes são envolvidas por uma camada esponjosa chamada velame, que absorve água rapidamente. Essa estrutura permite que raízes "aéreas" sobrevivam sem precisar estar coladas ao substrato.

  • Crescimento indeterminado: As raízes crescem continuamente em direção a onde encontram melhores condições de sobrevivência. Se o ar ao redor é úmido e rico em nutrientes, elas simplesmente se expandem livremente.

  • Evita competição e doenças: Ficar um pouco afastada da casca pode proteger a orquídea de fungos, pragas e excesso de acúmulo de água na superfície da árvore.



🌳 3. Relação com a árvore

  • As orquídeas não são parasitas — elas usam a árvore apenas como suporte.

  • Crescer com raízes soltas permite à planta maior liberdade para captar recursos do ambiente sem depender da árvore.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Curso online sobre Aranha Marrom pelo Butantan



O Butantan oferece, online e gratuitamente, o curso “Aranha-marrom: conheça mais sobre o gênero Loxosceles”.

O curso é aberto para a população em geral e vai abordar a biologia, identificação e prevenção de acidentes com a aranha-marrom, espécie de importância médica que pode causar acidentes graves.

No Brasil, os acidentes causados por aranhas ocupam o segundo lugar entre os casos de envenenamento, com a aranha-marrom sendo a responsável pela maior parte desses incidentes entre as espécies de importância médica.

Os participantes que alcançarem mais de 75% de aproveitamento nas avaliações receberão certificação diretamente pela plataforma.

Para se inscrever acesse o site da Esib clicando aqui: https://tinyurl.com/3kj8wdcd



Aranha-marrom: conheça mais sobre o gênero Loxosceles

Ementa do curso: a aranha-marrom, como é popularmente conhecida, se refere à um conjunto de espécies pertencentes ao gênero Loxosceles. O curso aborda as características gerais dos aracnídeos, a morfologia e identificação das Loxosceles.

Público-alvo:  este curso é recomendado para todos (as) os (as) interessados (as) no assunto.

Docentes do curso:

Paulo Goldoni - Biólogo e técnico do Laboratório de Coleções Zoológicas

O que o curso oferece?

Para este curso, você terá acesso a textos, imagens e videoaulas, que visam proporcionar formas variadas de interação com o assunto. Também nos comprometemos em resolver qualquer problema técnico no AVA disponibilizado. No decorrer das aulas são disponibilizados materiais complementares e/ou referências bibliográficas para leitura, download e/ou impressão. Alguns desses materiais estão em seus idiomas originais, não traduzidos para o português, caso necessário, sugerimos que utilize o apoio de ferramentas gratuitas online de tradução.

Avaliações

Para verificarmos se o curso contribui ao seu aprendizado, você irá encontrar diferentes exercícios avaliativos.

Carga horária do curso: 4h

Certificação

Os participantes que obtiverem mais de 75% de aproveitamento nas avaliações, receberão certificação diretamente pela plataforma.

Dúvidas

Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail cursos.esib@butantan.gov.br

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