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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Calendário astronômico de 2025

Nos fenômenos no céu neste ano teremos 12 chuvas de meteoros, conjunções planetárias, 2 eclipses lunares e 2 eclipses solares, além de 3 superluas.


Periélio e afélio

No dia 4 de janeiro, a Terra atingirá seu ponto mais próximo do Sol. O fenômeno ocorrerá às 10h28 no horário de Brasília. No periélio (que quer dizer literalmente "perto do Sol"), o planeta fica a 147 milhões de km da estrela central do Sistema Solar.

No periélio, o Sol aparece maior porque o seu diâmetro aparente (angular) atinge o valor máximo no ano. O periélio é o ponto da órbita de um corpo celeste em que ele está mais próximo do Sol. A palavra periélio vem de peri (à volta, perto) e hélio (Sol).



Já o afélio (o oposto do periélio, quando o Sol apresenta seu menor diâmetro aparente, e a Terra alcança o ponto de sua órbita mais distante do astro) ocorrerá em 3 de julho, às 16h54 no horário de Brasília. Neste ponto, o nosso planeta estará a 152 milhões de km do Sol e atingirá a sua menor velocidade do ano. O afélio é o ponto da órbita de um planeta em que ele se encontra mais distante do Sol. A palavra afélio vem do latim aphelium, que deriva de apos, que significa longínquo.



Eclipses

🌗 13-14 de março - Eclipse lunar total (visível em todo o país)

☀️ 29 de março - Eclipse solar parcial (não visível no Brasil)

🌗 7-8 de setembro - Eclipse lunar total (não visível no Brasil)

☀️ 21 de setembro - Eclipse solar parcial (não visível no Brasil)

Em 2025, teremos 2 eclipses solares: todos parciais (quando a Lua bloqueia apenas uma parte da luz do Sol), em 29 de março e 21 de setembro.

Ambos não serão visíveis no Brasil. No de 29 de março, apenas alguns países da Europa, Ásia, África, América do Norte e América do Sul conseguirão observar o fenômeno. Além disso, ele também será visível em partes dos Oceanos Atlântico e Ártico. Já o 21 de setembro passará por partes da Austrália, do Pacífico e da Antártida.

Já os eclipses lunares também serão 2: um total entre os 13 e 14 de março (visível em todo o país) e outro parcial entre os dias 7 e 8 de setembro (não visível no Brasil).



Superluas em 2025:

🌕 Uma no dia 6 de outubro

🌕 Outra em 5 de novembro

🌕 E mais uma em 4 de dezembro

A "superlua" ocorre na lua cheia perto do perigeu (quando ela está mais próxima da Terra), o que resulta em uma lua cheia ligeiramente maior e mais brilhante do que as demais.

Esse período é chamado de perigeu porque o nosso satélite natural aparece no céu cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (microlua) – quando está mais distante.



Chuvas de meteoro 🌠

Teremos 12 chuvas de meteoro relevantes, segundo o Observatório Real de Greenwich:

Quadrantidas: ativa de 26 de dezembro de 2024 a 12 de janeiro de 2025 (pico para visualização do fenômeno: de 3 a 4 de janeiro). Pico de meteoros por hora: 120.

Líridas: ativa de 16 de abril de 2025 a 25 de abril de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 22 de abril). Pico de meteoros por hora: 18.

Eta Aquáridas: ativa de 19 de abril de 2025 a 28 de maio de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 5 de maio). Pico de meteoros por hora: 40.

Alfa Capricornídeos: ativa de 3 de julho de 2025 a 15 de agosto de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 30 de julho). Pico de meteoros por hora: 5.

Delta Aquáridas: ativa de 12 de julho de 2025 a 23 de agosto de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 30 de julho). Pico de meteoros por hora: 25.

Perseidas: ativa de 17 de julho de 2025 a 24 de agosto de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 12 de agosto). Pico de meteoros por hora: 150.

Dracônidas: ativa de 6 de outubro de 2025 a 10 de outubro de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 8 de outubro). Pico de meteoros por hora: 10.

Oriônidas: ativa de 2 de outubro de 2025 a 7 de novembro de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 22 de outubro). Pico de meteoros por hora: 15.

Tauridas: ativa de 10 de setembro de 2025 a 20 de novembro de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 10 de outubro). Pico de meteoros por hora: 5.

Leônidas: ativa de 6 de novembro de 2025 a 30 de novembro de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 17 de novembro). Pico de meteoros por hora: 15.

Geminídeas: ativa de 4 de dezembro de 2025 a 20 de dezembro de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 14 de dezembro). Pico de meteoros por hora: 120.

Úrsidas: ativa de 17 de dezembro de 2025 a 26 de dezembro de 2025 (pico para visualização do fenômeno: 22 de dezembro). Pico de meteoros por hora: 10.



Cometas mais brilhantes ☄️

Os cometas são grandes objetos feitos de poeira e gelo que orbitam o Sol. Neste ano, os destaques de observação ficam com os seguintes astros:

C/2024 G3 (ATLAS). Período de visibilidade: de janeiro a fevereiro. Mês previsto para brilho máximo: janeiro. Visibilidade: por meio de binóculos, no final da madrugada (começo de janeiro) e início da noite (a partir da última semana de janeiro).

24P/Schaumasse. Período de visibilidade: de dezembro a janeiro 2026. Mês previsto para brilho máximo: janeiro 2026. Visibilidade: por meio de pequenos telescópios durante a madrugada de dezembro.

210P/Christensen. Período de visibilidade: de outubro a dezembro. Mês previsto para brilho máximo: novembro. Visibilidade: por meio de pequenos telescópios no final da madrugada de novembro.



Conjunções planetárias🪐🔭

As principais conjunções planetárias (quando mais de dois planetas aparecem próximos no céu) do ano acontecerão nas seguintes datas, de acordo com o Observatório de Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ):

2 de janeiro - Lua, Vênus e Saturno formarão um belo trio celeste no começo da noite, na direção oeste.

20 de janeiro - Conjunção entre Vênus e Saturno no começo da noite, direção oeste, na constelação de Aquário.

31 de janeiro - Lua, Vênus e Saturno formarão um belo trio celeste no começo da noite, direção oeste

5 de março - Conjunção entre Vênus e Mercúrio durante o crepúsculo, direção oeste. Os astros estão muito próximos ao horizonte.

19 de abril - Vênus, Saturno e Mercúrio formarão um belo trio planetário antes do amanhecer, direção leste, na constelação de Peixes. O planeta Netuno também estará no mesmo campo de visão.

25 de abril - Conjunção entre Lua, Vênus, Saturno e Mercúrio antes do amanhecer, direção leste, nas constelações de Peixes e Baleia. Um dos mais belos encontros de 2025.

28 de abril - Conjunção entre Vênus e Saturno, antes do amanhecer, direção leste, na constelação de Peixes.

4 de julho - Conjunção entre Vênus e Urano antes do amanhecer, direção nordeste, na constelação de Touro. Urano poderá ser visto apenas com binóculos, em céus escuros.

12 de agosto - Conjunção entre Vênus e Júpiter antes do amanhecer, direção nordeste, na constelação de Gêmeos.

19-20 de agosto - Lua, Vênus e Júpiter formarão belo trio celeste antes do amanhecer, direção nordeste, na constelação de Gêmeos.

23 de outubro - Conjunção entre Lua, Marte e Mercúrio. Os três astros formarão belo trio celeste ao anoitecer, direção leste, na constelação de Libra.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Milho, Feijão e Abóbora


Plantio é conhecido como Milpa ou Três Irmãs

Milpa, um sistema agrícola tradicional mesoamericano que combina três cultivos principais: milho, feijão e abóbora. Este sistema se baseia na relação simbiótica entre essas plantas, maximizando os recursos do solo e minimizando o impacto ambiental.


➡️ Interação e funcionalidade da Milpa:

🌽 Milho: Serve como suporte estrutural, já que seu caule alto permite que as trepadeiras do feijão subam em direção à luz solar.

🫘 Feijão: Enriquece o solo ao fixar nitrogênio, um nutriente essencial para o crescimento das plantas. Além disso, ao se apoiar no milho, otimiza o uso do espaço vertical.

🎃 Abóbora: Suas folhas largas cobrem o solo, reduzindo a evaporação da água, controlando ervas daninhas e protegendo o solo contra a erosão.



➡️ Processo de implantação da Milpa:

✅ Seleção do terreno: Escolhe-se uma área com solo fértil e boa exposição ao sol. Tradicionalmente, realiza-se um leve desmatamento caso o local esteja coberto por vegetação.

✅ Preparação do solo: Limpa-se e afrouxa-se o terreno manualmente ou com ferramentas simples, preservando a matéria orgânica superficial.

✅ Plantio:

Primeiro planta-se o milho 🌽, pois ele precisa de mais tempo para germinar e crescer.

Quando o milho atinge cerca de 20 cm de altura, planta-se o feijão 🫘 ao redor das plantas de milho, para que usem o caule como suporte.

Por último, planta-se a abóbora 🎃 entre as fileiras de milho e feijão, cobrindo bem o solo.

✅ Manutenção: O controle de ervas daninhas e pragas é mínimo, pois a biodiversidade do sistema ajuda a manter o equilíbrio natural. Monitora-se a umidade do solo e, se necessário, aplica-se irrigação.


Este sistema não só é eficiente no uso de recursos, mas também reflete o profundo conhecimento ecológico das culturas indígenas mesoamericanas. O plantio de espécies diferentes no mesmo espaço permite que as plantas se ajudem e se defendam juntas, uma estratégia pré-colombiana de mais de 5 mil anos.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Flor Estrela de Natal

Euphorbia pulcherrima


As poinsétias, também conhecidas como estrelas-do-Natal, são incapazes de passar despercebidas a qualquer pessoa. A sua cor, graciosidade e beleza fazem com estas sejam as plantas mais populares nas decorações de Natal.

Nome científico é Euphorbia pulcherrima, que significa “a mais bela das Euphorbias.” Este arbusto muito procurado para espaços interiores também pode ser plantado no jardim, em locais abrigados e não sujeitos a geada.


Características

Originário da América Central, este arbusto tropical tem vindo a ser melhorado geneticamente, dando origem a diferentes cultivares que se diferenciam quanto à forma, cor e textura. As poinsétias mais vulgares são as vermelhas tradicionais, mas também encontrará nos centros de jardinagem plantas de cor branca, cor-de-rosa ou fúcsia. A cor da planta não é dada pelas flores, mas sim pelas brácteas. Brácteas são estruturas foliáceas associadas às inflorescências cuja função é a proteção das flores.


Plantio

As poinsétias são plantas mais indicadas para o interior. Devem estar num local com muita luz, preferencialmente numa divisão virada a sul e perto de uma janela. No interior, procure evitar que a planta esteja perto de uma fonte de calor, lareira ou aquecedor, para não desidratar. Se desejar plantar no exterior, deve procurar as zonas mais soalheiras e quentes do jardim ou terraço e ter em conta que este arbusto pode chegar aos 2-3 metros de altura. Já é possível encontrar variedades mais resistentes para plantar no jardim.


Manejo

Para garantir uma planta bonita durante vários meses, deve saber gerir muito bem a quantidade de rega. O substrato não deve estar encharcado e muito menos manter água no fundo do vaso ou do prato. As regas podem ser espaçadas de modo a permitir que o substrato seque à superfície. Não conseguimos definir uma periodicidade certa para a rega, porque depende das condições de cada local, mas normalmente uma vez por semana será suficiente. Quando plantados no jardim, devemos ter o cuidado de regar os arbustos diretamente no pé para evitar molhar e danificar as brácteas, preferindo rega gota a gota a rega por aspersão. 

Depois de terminar a floração, na primavera, pode podar drasticamente a sua poinsétia, fertilizá-la e regá-la regularmente, manter num local soalheiro e esperar por nova rebentação. No outono, surgirão de novo as primeiras brácteas coloridas.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Nova espécie de bromélia é descoberta

Foto: Gabriel Sabino

Tillandsia uiraretama

Pesquisadores brasileiros identificaram uma nova espécie de bromélia endêmica, a Tillandsia uiraretama, no Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, localizado no litoral norte do estado de São Paulo, no município de São Sebastião. A Ilha de Alcatrazes abriga mais de 1300 espécies, sendo 100 delas ameaçadas de extinção. A área também é conhecida por ser um importante local de alimentação, reprodução e descanso para mais de 10 mil aves marinhas. 

O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Gabriel Pavan Sabino, Marcio de Melo Leodegario, Gabriel Mendes Marcusso, Nathan Miranda Gazineu David, Ingrid Koch, Danilo Ulbrich Tavares e Fábio Pinheiro, que destacaram a relevância da espécie para a compreensão e preservação de unidades de conservação. 

A Tillandsia uiraretama é uma planta rupícola, que cresce em superfícies rochosas sob luz solar intensa e se nutre de micropartículas trazidas pelo ar e pela água. Suas flores lilás, com inflorescências de até 7,5 cm, foram analisadas e descritas em detalhe no estudo publicado na revista Phytotaxa. 

Foto: Gabriel Marcusso

"Em ilhas, os organismos ficam isolados do continente, o que favorece o processo evolutivo que diferencia as espécies. Costumamos brincar que a Ilha dos Alcatrazes é uma 'ilha de uma ilha', pois, mesmo durante os períodos glaciais, quando houve conectividade terrestre com o continente, há cerca de 15 mil anos, o ambiente rochoso de Alcatrazes era tão distinto do entorno que, ainda assim, havia isolamento entre as espécies que ali viviam", explicou o biólogo Gabriel Pavan Sabino. 

“Essas características ambientais únicas de Alcatrazes reforçam ainda mais o isolamento. Certamente, ainda há espécies desconhecidas pela ciência esperando para serem estudadas, com potencial de contribuir para os mais diversos ramos do conhecimento científico.” 

Foto: Gabriel Sabino

Por que a escolha do nome Tillandsia uiraretama

O nome "uiraretama" foi escolhido para a espécie por ser a forma latinizada de "wyrá r-etá-ma", ou "local das aves". Essa era a denominação dada pelos Tupinambás à ilha, devido às grandes colônias de aves marinhas que habitam o local. 

A distribuição restrita à ilha torna a Tillandsia uiraretama vulnerável às mudanças climáticas. Eventos históricos, como incêndios causados por atividades humanas, e a invasão de espécies exóticas ameaçam a integridade do ecossistema local. Além disso, o aumento do nível do mar representa um risco adicional para as populações que crescem próximas à linha d’água. 

Com um status preliminar de "vulnerável" na Lista Vermelha da IUCN, espera-se que a divulgação da descoberta mobilize esforços para proteger a Ilha dos Alcatrazes e suas espécies únicas.


Acesse a publicação do artigo científico na revista Phytotaxa

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Mariposa Bruxa

Ascalapha odorata

Foto: @rodrigoaracno

A mariposa Ascalapha odorata, popularmente conhecida como "Bruxa". Ascalapha odorata é a única espécie de mariposa pertencente ao gênero Ascalapha, da família Arctiidae.

Pode em sua fase larval ser considerada uma praga, alimentando-se de plantas como ingá e leguminosas.

Raramente tem cores mais vivas, com tonalidades que variam do marrom ao preto. Entretanto, a depender do ângulo da iluminação, se percebem iridescências de cores púrpura, rosa e verde em suas asas, cujas dimensões podem alcançar os 15 cm.


quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Calendário Biodinâmico 2025 em PDF

 A Associação Biodinâmica dispõe para Download gratuito o mês de Janeiro de 2025, afim de ajudar os agricultores em seus planejamentos em caso de pedidos em cima da hora.

Clique aqui para baixar, ou na imagem da capa do calendário 2025.

Caso queira adquirir a agenda e o calendário completo acesse o site da associação e faça seu pedido.



terça-feira, 9 de julho de 2024

Anéis de Crescimento


Os anéis de crescimento das árvores, também conhecidos como anéis anuais, são camadas visíveis no tronco das árvores que indicam a idade da árvore e as condições ambientais de cada ano de seu crescimento. Esses anéis são formados devido à variação no crescimento do câmbio vascular, um tecido especializado que produz novas células de xilema e floema, responsáveis pelo transporte de água, nutrientes e alimentos pela planta.

Ilustração por Sónia Tomé

Legenda

1 - nó originado por um ramo antigo;

2 - 1º ano de crescimento;

3 - crescimento de primavera;

4 - crescimento de outono;

5 - cicatriz resultante de um incêndio;

6 - anel de crescimento anual.

A espessura dos anéis não é sempre igual, o crescimento em diâmetro é muito sensível à disponibilidade de água, luz e nutrientes. No início da estação de crescimento (primavera) formam-se anéis mais largos porque existe muita água e luz disponível. No final da estação de crescimento (verão/outono) os dias vão ficando mais pequenos e a água menos disponível, nesta fase formam-se anéis mais estreitos e mais densos (mais escuros).

Formação dos Anéis de Crescimento

O crescimento de uma árvore ocorre principalmente durante as estações do ano com condições favoráveis, como a primavera e o verão. Durante essas estações, o câmbio vascular é muito ativo, produzindo células grandes e de paredes finas que formam a madeira primaveril ou inicial, caracterizada por uma coloração mais clara. À medida que o crescimento desacelera no outono, as células produzidas são menores e de paredes mais espessas, formando a madeira do outono ou tardia, de coloração mais escura. A transição entre essas duas camadas cria um contraste visível que resulta no aparecimento de um anel anual.

Importância dos Anéis de Crescimento

Dendrocronologia: Os anéis de crescimento são utilizados na dendrocronologia, a ciência que estuda os anéis das árvores para determinar a idade das árvores e analisar eventos históricos e climáticos. Ao contar e medir a largura dos anéis, os dendrocronologistas podem inferir informações sobre o clima, a precipitação, as condições do solo e outros fatores ambientais ao longo do tempo.

Estudos Ecológicos e Climáticos: A análise dos anéis de crescimento permite aos cientistas entender como as mudanças climáticas e outros fatores ambientais influenciam o crescimento das árvores. Anéis estreitos podem indicar períodos de seca ou condições adversas, enquanto anéis largos podem refletir anos de crescimento favorável.

Manejo Florestal: No manejo florestal, a análise dos anéis de crescimento pode ajudar a determinar a idade das árvores e a saúde geral de uma floresta. Isso é crucial para a tomada de decisões sobre o corte, o replantio e a conservação das florestas.

Registro de Eventos Históricos: Os anéis de crescimento podem registrar eventos históricos como incêndios florestais, infestações de insetos, erupções vulcânicas e até mesmo impactos de atividades humanas. Ao estudar esses registros, os cientistas podem reconstruir a história ambiental e compreender os efeitos de diferentes eventos sobre os ecossistemas florestais.

Fatores que Influenciam os Anéis de Crescimento

Diversos fatores podem influenciar a formação e a aparência dos anéis de crescimento das árvores:

Clima: Temperatura, precipitação e a duração das estações de crescimento afetam diretamente a largura e a densidade dos anéis.

Solo: A qualidade e a disponibilidade de nutrientes no solo influenciam o crescimento das árvores.

Distúrbios: Incêndios, ataques de pragas, doenças e atividades humanas podem deixar marcas distintas nos anéis de crescimento.

Espécie da Árvore: Diferentes espécies de árvores têm padrões de crescimento distintos, refletidos nos anéis.

Os anéis de crescimento das árvores são uma ferramenta valiosa para diversas áreas da ciência, fornecendo uma janela para o passado e informações cruciais para o futuro das florestas e do meio ambiente.

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